1940

Início da supressão e fragmentação das áreas verdes, relacionada a atividades econômicas.

A expansão de São Paulo cruza o Rio Pinheiros, avança para a região do Butantã, principalmente com atividades agrícolas.


1950

Primeiros conjuntos habitacionais do Instituto de Previdência do Estado de São Paulo , entre os km 10 e 12 da Rod. Raposo Tavares.

Implantação de olarias ao longo das Rodovias Raposo Tavares e Régis Bittencourt. Na cava das olarias foi formada uma lagoa, utilizada pelo gado e também para o lazer.


1960

A paisagem ainda era rural e dez famílias moravam nas terras do Parque Tizo, desenvolvendo atividades de olaria e agricultura de subsistência.

As famílias moravam em casas cedidas pelo proprietário das terras, e ali continuaram mesmo quando a olaria foi desativada.


1970

Em meados da década de 1970 ocorre um maior adensamento da ocupação entre os km 15 e 19 da Rod. Raposo Tavares.


1980

A crise econômica da década amplia o número de invasões e ocupações organizadas na periferia das grandes cidades.

Aumenta o número de casas da atual Vila Nova Esperança com a ocupação do topo do divisor de águas das bacias hidrográficas dos córregos Pirajussara e Itaim.

Desde o final da década de 1980 os aterros, legais ou ilegais, em áreas de propriedade pública ou privada, têm ameaçado a integridade da região oeste, inclusive no Parque Tizo, estendendo-se sobre remanescentes de Mata Atlântica e afetando nascentes e ribeirões, locais protegidos pela legislação.


1990

Aumenta o número de conjuntos habitacionais e condomínios de alto padrão no entorno, resultando em :

  • Adensamento populacional;
  • Lançamento de esgotos in natura;
  • Desmatamentos;
  • Degradação ambiental.

2000

As obras do Rodoanel dividem a área em duas parcelas, deixando uma passagem sob a pista. A remoção de solo das áreas onde era extraída terra para as olarias formou três platôs internos.

 

 

 

 


2001

A área foi adquirida pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo – CDHU, vinculada à Secretaria da Habitação do Estado, para receber habitação popular e, posteriormente, foi proposto um entreposto atacadista.


2002

Invasão da área e ocupação por cerca de 2.000 famílias, mobilizando a população para preservar a área, com amplo movimento de sociedades de amigos de bairro, associações ambientalistas, comunidades escolares, lideranças e moradores da vizinhança.


2003

Somando-se as exigências levantadas pela SMA com a mobilização da população, o processo para licenciamento ambiental do entreposto atacadista, que afetaria 100 hectares de floresta, foi arquivado e definiu-se pela preservação da área.


2004

Sentença judicial proferida em setembro, referente à Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público do Estado de São Paulo determinou a adoção de medidas para a preservação da vegetação e mananciais; recuperação das áreas degradadas e proibição do parcelamento.


2006

janeiro: Assinado Termo de Cooperação Técnica entre SH/CDHU e SMA, para “desenvolvimento de ações coordenadas e orientadas, com vistas à implantação do Parque Urbano e de Lazer em área denominada Fazenda Tizo, localizada nos Municípios de São Paulo, Taboão da Serra, Embu, Osasco e Cotia”.

março: promulgado pelo Governo do Estado de São Paulo o Decreto nº 50.597, criando o Parque Urbano de Conservação Ambiental e Lazer na Fazenda Tizo, resultado de fatores que isoladamente seriam adversos, porém, em conjunto, o viabilizaram. A mobilização popular permitiu o uso de processo participativo desde a definição do programa básico para o Parque. Em reuniões promovidas pela SMA, com grupos de trabalho conduzidos por profissionais voluntários, confirmou-se a preferência majoritária pela preservação, aliada às pesquisas para recuperação e educação ambiental.

dezembro: primeira reunião do Conselho de Orientação do Parque Tizo. Dr. Paulo Nogueira Neto elogia a mobilização e a presença de tantas pessoas. “Esse Parque deve ser voltado para a natureza e enquadrado como uma Unidade de Conservação, além de servir como uma fonte educacional para a população, que deve aprender a preservar essa natureza. A existência deste Conselho garante o futuro do Parque Tizo”


2007

Fevereiro: discussão do Plano Diretor, que foi aprovado por unanimidade pelo Conselho de Orientação do Parque Tizo. Em junho, foi obtida autorização dos órgãos ambientais e início da execução do gradil e muro nas divisas do Parque.


2008

Abril: treinamento pela Polícia Ambiental da equipe responsável pela vigilância e preservação da área do Parque Tizo, 28 vigilantes e funcionários da empresa de vigilância  e da CDHU.


2009

Após longo processo de contratação (iniciado em 2006 e reiniciado devido a demandas jurídicas e prazos administrativos), assinatura de contrato com empresa para elaboração do projeto executivo a partir do Plano Diretor e das definições das equipes técnicas da CDHU e SMA.


2010

27/mar: plantio comemorativo do aniversário do Parque com representantes do Conselho e da comunidade. Ao longo deste ano, foram elaborados os projetos executivos, bem como as revisões, buscando maior sustentabilidade das instalações projetadas e a compatibilização dos projetos.


2011

Junho: conclusão do projeto executivo e entrega das planilhas quantitativas para CDHU elaborar o Orçamento.

Novembro: finalização do Orçamento que permitirão a contratação de obras. Em paralelo ao desenvolvimento do Projeto, foram realizadas apresentações do Plano Diretor e dos Projetos em andamento para análise e aprovação nas Prefeituras de São Paulo, Osasco e Cotia.

Dezembro: obtenção da aprovação do Projeto no Município de Cotia.


2012

Fevereiro: plantio comemorativo e assinatura de documento pelo Governador Alckmin determinando a implantação do Parque Tizo e destinando cerca de 28 milhões para as obras, previstas para conclusão em 2014. “Será uma área de uso comum da população, de lazer, de contato com a natureza. Não tenho dúvida de que será um “point” aqui da Região Metropolitana de São Paulo. À beira do Rodoanel, uma área muito bonita, preservada, de educação e de convívio, aqui da comunidade”, descreveu o Governador. A área pertence à CDHU e, após as obras, será transferida para a Secretaria do Meio Ambiente, que administrará o Parque. Para o Secretário do Meio Ambiente Bruno Covas: “Além da clara melhoria na vida das pessoas, e do valor de sua paisagem rara, o Parque Tizo deve proporcionar à comunidade um local de lazer e recreação, bem como ser um laboratório vivo de pesquisas e palco para projetos de Educação Ambiental, pois é promovendo a visita às áreas verdes e o contato com a natureza que se espera despertar na população a consciência de proteção e preservação, tanto aqui quanto no resto do planeta.”